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Hérnia inguinal, hidrocelo e quisto do cordão

a) Hérnia inguinal

Uma tumefacção que surge na região inguinal (na virilha) ou em ambas as regiões inguinais corresponde quase sempre a uma hérnia inguinal. Isto significa que um órgão que estava dentro do abdómen se exteriorizou por uma abertura na parede do mesmo.

É o que se observa na rapariga e no rapaz das fotos em baixo. Apresentam hérnias inguinais bilaterais.

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Rapariga que apresenta hérnia inguinal bilateral
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Rapaz que apresenta hérnia inguinal bilateral
   

Nas raparigas o que se exterioriza é o ovário. Por isso, nas raparigas nunca se deve tentar re-introduzir a hérnia no abdómen, pois isso pode traumatizar o ovário.

Nos rapazes a hérnia pode descer até ao escroto (hérnia inguino-escrotal), como se pode ver nesta fotografia

 

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Nos rapazes a hérnia pode descer até ao escroto (hérnia inguino-escrotal), como se pode ver nesta fotografia
   

Nos rapazes é sempre o intestino que se exterioriza, como se vê nesta imagem de corte de uma hérnia inguinal

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Uma hérnia inguinal tem de ser sempre corrigida cirurgicamente. Não sendo habitualmente uma emergência, deve ser realizada com a maior brevidade, pois em qualquer momento pode haver um estrangulamento do intestino (no sexo masculino) ou um traumatismo do ovário (no sexo feminino).

A cirurgia é habitualmente muito simples, feita em regime ambulatório, sem necessidade de hospitalização.
Nos casos em que a hérnia estrangula (fica apertada e em sofrimento por compressão pelo anel herniário), esta aumenta de volume e fica tensa, há dores locais e abdominais, dores a que se seguem vómitos - isso significa que a correcção cirúrgica tem de ser imediata. Se uma hérnia estrangulada não tiver um tratamento imediato pode levar à gangrena do intestino, requerendo cirurgias mais complexas e criando, até, perigo de vida.

Há tumefacções a nível do escroto que se podem confundir com hérnias inguinais , mas não o são. É o caso dos quistos do cordão espermático e dos hidrocelos, que são acumulações de líquido no interior das bolsas escrotais.

 

b) Quisto do cordão

Fotografia de um rapaz com um quisto do cordão, e imagem em corte desta situação

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Quisto do cordão
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Quisto do cordão. Imagem em corte desta situação
   

c) Hidrocelo

Fotografia de um enorme hidrocelo e imagem em corte dessa situação

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Fotografia de um enorme hidrocelo
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Hidrocelo, vendo-se liquido à volta do testículo
   

Os quistos do cordão e os hidrocelos da infância são, na generalidade dos casos, situações benignas. Até aos seis meses de idade não há necessidade de fazer qualquer tratamento, pois podem desaparecer completamente. Depois dos seis meses de idade já não há hipóteses de regressão e devem ser corrigidos cirurgicamente.

Em alguns casos pode haver dúvidas de se tratar de uma hérnia inguinal ou de um hidrocelo. Como as implicações de uma e do outro são diferentes, é importante fazer o diagnóstico correcto.

Um processo muito simples para identificar um hidrocelo é fazer a sua “transiluminação”. Para isso escurece-se a sala e coloca-se um foco luminoso por trás da bolsa escrotal. No caso do hidrocelo, a imagem é translúcida e luminosa. No caso da hérnia vê-se uma sombra escura.

 

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Hidrocelo transiluminado
   

A partir da segunda infância um hidrocelo pode surgir na sequência de um traumatismo testicular, por produção de líquido reaccional. Muitas vezes já não desaparece e tem de ser operado.

Se um hidrocelo surgir num rapaz na segunda infância ou na adolescência, sem qualquer história de traumatismo testicular, deve ser observado com urgência por um especialista, pois pode ser uma
manifestação de um proceso inflamatório (ver dor e inflamação do testículo) ou tumoral (ver nódulos e tumores do testículo).